abril 19, 2017

Dia de todos nós!

          .Sinto - me aviltada  corrompida  violada  estuprada  estigmatizada  indignada  ultrajada  abusada  violentada  diante da  situação dos meus irmãos indígenas.  Mulheres  crianças  jovens adolescentes  guerreiros  caçadores  adoradores de Tupac  Jaci  Iara  Suas divindades protegem as florestas os oceanos e os rios. Não mexeram no sangue da terra. Só usaram dela o que precisavam para sobreviver. Esses povos que reverenciam assim a natureza estão sendo exterminados pelos ambiciosos brancos ricos do mundo.
          Adeus belas cachoeiras quedas da gua magníficas - a maldição do homem branco transformou em hidroelétrica.
          Adeus sangue negro da terra, a maldição do homem branco transformou em isopor, batom, plástico. Adeus árvores frondosas e milenares, a maldição do homem branco transformou em mesa cadeira papel para satisfazer sua vaidade.
          Partiram índios ao meio!. Um frei que testemunhou as barbaridades que os brancos da Espanha cometeram contra os nativos (Frei Bartolomé de las Casas) conta que eles apostavam entre si quem de um só golpe cortava mais cabeças.   Eles os queimavam vivos! E ainda fazem isso. De sua maneira dita civilizada. Em nome da ordem, do progresso e do que chamam civilizacao e desenvolvimento.
E tendo dado fim nos índios,   sobramos nós,  os descendentes da miscigenação,  também chamados de trabalhadores ou proletariado! . Querem nos escravizar, querem nos negar os mais simples direitos que conquistamos  nos últimos 15 anos. Para eles somos a ralé.  Podemos morrer á míngua.  Não lhes diz respeito. Por que temos que aceitar? Os índios não sabiam se defender. Os africanos haviam sido arrancados do solo pátrio e transladados á força para o outro lado do mundo
.          E nós?  O que há conosco? O que nos impede de defendermos nossas crias e a nós mesmos? O que tememos se nada temos pois eles nos tomaram tudo. a única coisa que temos a perder são as correntes[Marx] Tomaram a terra, apossaram - se da língua,  da dança,  da religião,  do modus vivendi,  criaram leis para nós e leis para si. As nossas são entrelaçadas por correntes que nos levam a presídios e as suas são engendradas para consuzí-los à riqueza!
Mas e possível  brandir  as correntes até que elas quebrem as asas dos carrascos e os ponham na rua conosco, em pé de igualdade, cara a cara!
O resto da História proponho escrevermos juntos!
Alegoria de três continentes: ‘A Europa sustentada pela África e pela América’, gravura feita em 1796 pelo artista britânico William Blake (1757–1827).

abril 03, 2017

Gravuras de criança

ESSAS SÃO LINDAS GRAVURAS FEITAS POR SOPHIA NA 3ª SÉRIE. IMAGINO QUE NÃO TENHA SIDO MUITO FÁCIL. PARA A PROFESSORA, AVALIADA DIARIAMENTE POR UMA PEQUENA PENSANTE QUE OBSERVAVA SEUS OLHARES, SEUS TREJEITOS DE BOCA, SEU TOM DE VOZ, SEU GESTUAL  E AINDA LHE COBRAVA RESPOSTAS, NÃO PORQUE SIM OU PORQUE NÃO, MAS RESPOSTAS DE VERDADE, RESPOSTAS DE QUEM EDUCA. N

Como educamos? Será que essa indiferença  repercute  no processo ensino a prensagem?  Aceitamos ser avaliados ou somos, os e as, donos e donas da verdade? 



março 31, 2017

Breve reflexão sobre a afrodescendência e a descendência indígena

     

“A educação colabora para perpetuar racismo”

Kabengele Munanga

          No Brasil escravagista ( não é mais?) – e a escravidão aqui durou mais de 350 anos – os africanos foram proibidos de falar sua língua, professar suas crenças e cultura;(ainda nos dias de hoje temos acompanhado Babalorixás e Ialorixás precisando brigar para manter seus terreiros de Candomblé funcionando), impedidos de aprender a ler e escrever – apenas os negros domésticos, os eleitos das sinhás, (as mulheres também não sabiam ler e viviam controladas primeiro pelo pai e depois pelos maridos) eram muitas vezes mandados a aprender para que lhes pudesse ler ou escrever cartas - e tudo que lhes dizia respeito ( aos negros) era feio e coisa do demônio, então seu cabelo é “ruim”, seu nariz “o boi pisou”, seus lábios são “grossos” e suas nádegas grandes. No branco tudo é belo, lindos olhos azuis, cabelos bons, nariz afilado...

          Quanto a ler e escrever, não existem mais proibições legais, mas uma práxis pedagógica indecente, que corrobora essa antiga perseguição a negros e pobres, onde faz-se de conta que se ensina e faz-se de conta que se aprende; mas, no futuro bem próximo, quando precisar ser aprovado em um concurso ou seleção, o indivíduo que permaneceu analfabeto toda a sua vida escolar, sentirá a falta que faz não ter cobrado dos mestres que lhe ensinasse de verdade.

          No Brasil indígena os nativos explicavam o trovão como uma zanga de Tupã. No Brasil do século XXI ainda ouço pessoas explicarem que, quando troveja, Santa Bárbara está zangada (Dona Iansã, no sincretismo religioso, que a perseguição religiosa gerou). Tudo bem se acreditassem nisso mas conhecessem a explicação científica para o raio e o trovão, mas não é o caso, como se pode verificar em sala de aula, seja ela do 6º ano do Ensino Fundamental ou do 9°, o que sinaliza que seu pensamento ainda é mítico e ainda não encontrou o uso da Razão.

          Não podemos esquecer de refletir também sobre o fato de que a colonização atuou diferentemente com o índio, pois “os negros não tinham alma”, mas os nativos deviam tê-la, já que os maiores intelectuais da Igreja Católica, os Jesuítas, vieram para cá, “salvá-los”. Ensinaram-lhes a falar sua língua e com isso o idioma de cada nação indígena foi sendo esquecido; ensinaram-lhes a fazer preciosos instrumentos musicais e depois mandavam-nos para a Coroa Portuguesa; vestiram roupas em seus corpos nus e livres, acostumados com o sol dos trópicos; encheram suas almas com a ideia do terrível deus católico, ensinaram sobre céu, inferno, purgatório e pecado ao mesmo tempo em que tentavam (e efetivamente conseguiram!) destruir sua mitologia e suas crenças.
    
          Os brancos (des)ensinaram aos índios! Fugindo da escravidão, eles atravessaram o continente, chegando até a Cordilheira dos Andes. Nações inteiras foram mortas e dizimadas, porque não aceitaram ser escravas do elemento colonizador.

          Nos dias atuais podemos acompanhar a saga dos remanescentes indígenas no Brasil, ainda sendo mortos por fazendeiros, latifundiários, grileiros e, principalmente, pelo próprio Estado, que não lhes oferece a proteção necessária e devida.

Alain Touraine - O OCIDENTE DEPOIS DA CRISE

Transcrição de parte de entrevista dada à jornalista       no canal Globo news:
ALAIN TOURAIN:   ... Então eu queria dizer que se vocês conseguirem desenvolver e estimular ainda mais a consciência ecológica, se vocês forem cada vez mais sensíveis à violência contra os seres humanos, de todos os tipos, pois o mundo está cheio de massacres e genocídios, de gente morrendo de fome ou que são deixadas a morrer de fome, então aí surge a pergunta:  Como isso tudo pode caminhar junto? E torna-se necessário um instrumento político para ligar isso tudo, mas aí nós não temos.  Mesmo quando falamos de democracia não sabemos mais do que falamos.

JORNALISTA:E o que o senhor pensa do Brasil politicamente, porque o senhor declarou que temos um sistema político horrível, corrupto;  o que o senhor acha da maturidade democrtática do Brasil?

AT: Eu acho que, historicamente falando, o Brasil teve um sistema político horrível,  com um populismo no limite do ridículo, Jânio Quadros e Jango não foram muito brilhantes.  Foi o colapso do sistema político, e por muito tempo houve incidentes famosos no Congresso, violência, etc. Mas é preciso lembrar que o Brasil viveu 16 anos de formidável consolidação.  Fernando Henrique Cardoso reconstruiu as instituições, começou a fazer as pessoas entrarem em uma casa reconstruída e Lula em seu segundo mandato, incluiu muitas outras pessoas. Então o Brasil de hoje é um país que dispõe de uma infraestrutura e também de uma riqueza econômica que não têm nada a ver... O Brasil se tornou uma grande potência.  O BRIC não quer dizer grande coisa, pois os países são muito diferentes uns dos outros, mas o Brasil é realmente uma grande potência, mas com um sistema político que continua fraco. Não vou citar nenhum partido, mas há grandes partidos no Brasil, aos quais nem adianta perguntar qual é seu programa, pois ele será "x" ou "Y", em aliança com este ou aquele partido





Os ricos do mundo

Os ricos , no mundo inteiro, são como Trump ou Temer. (Raras exceções ). Que morram judeus - fiquemos com o dinheiro deles;  que morram muçulmanos - fiquemos com o petróleo e a terra deles;  que morram africanos e budistas - fiquemos com o marfim, as savanas, a terra, as florestas, os templos, que o baobá seja nosso! (ainda que não saibamos respeitá -lo e honrá-lo em sua majestosa secularidade); que morram os pobres ou, se quiserem viver, que nos sirvam.
Os ricos do mundo inteiro são como Trump ou Temer, com suas devidas quadrilhas! (Raras exceçoes). Cada um com suas Marcelas - umas dondocas emplumadas que se casam com velhos ricos porque aceitam vender a alma em troca do luxo e do requinte da luxúria em que vive afundada a burguesia -e que seus médicos ensinem ( vergonhosamente) como se mata uma empregada doméstica que virou Primeira Dama em seu país - Ah, Dona Marisa , que exemplo de sobriedade, amor, firmeza numa mulher de fibra!
Construa o muro para os mexicanos seu etnocêntrico compulsivo. Aumente o prazo para aposentadoria seu elitista ridículo aposentado aos 50 anos! O FUTURO DERRUBARÁ  SEUS MUROS E RASGARÁ SUAS LEIS.
Os ricos são,  não passam de, apenas e unicamente escória da humanidade! São lixo como seres humanos. Excluem, discriminam, roubam e matam sem nenhum escrúpulo,  sem culpa, sem remorso. Dominam o tráfico de armas, dominam o tráfico de drogas, dominam a produção de máquinas e o setor de construção civil. O Temer faz jantar de 200 mil reais para seus pares - dinheiro do POVO- porque quer dizer ao mundo que a carne brasileira, cheia de venenos químicos que produzem câncer em massa, é boa! QUANTO OS PECUARISTAS ESTÃO PAGANDO A ELE? Ou será  que é ele que está devolvendo -a nossas penas- o apoio que recebeu para o golpe?
No mundo inteiro a classe trabalhadora vive esperneando, fazendo barricadas, enfrentando a polícia,  aparelho repressor do estado reprodutivo,  que deseja , nas entrelinhas, uma sociedade estamental,  onde seu status quo permaneça preservado, e o proletariado viva em estado de servidão.
A ORDEM PARA NÓS,  O POVO, É SUBVERTER E TRANSGREDIR,  SISTEMATICAMENTE, A ORDEM DA BURGUESIA!